Knowledge Hub
As pessoas, empresas e instituições que estão construindo o futuro da energia nuclear e da propulsão avançada — curado pelo NEXA.
Pesquisadores e Professores
7Anne White é uma das principais experimentalistas mundiais em turbulência de plasma em fusões magneticamente confinadas. Dirigiu o Departamento de Engenharia Nuclear do MIT de 2019 a 2023, supervisionou o programa de educação e outreach do PSFC, e preside atualmente o FESAC — o comitê consultivo federal para ciências de fusão do Departamento de Energia dos EUA.
Benoit Forget lidera o Grupo de Física Computacional de Reatores do MIT e é o fundador dos códigos open-source OpenMC e OpenMOC — ferramentas amplamente usadas em simulação de reatores ao redor do mundo. É o atual chefe do Departamento de Engenharia Nuclear do MIT.
Sophia Henneberg é professora assistente no MIT NSE com foco no desenvolvimento de stellarators como caminho para energia de fusão. Sua pesquisa aplica ferramentas avançadas de otimização computacional para encontrar designs de stellarator que sejam ao mesmo tempo fisicamente eficientes e manufaturáveis — um dos maiores obstáculos históricos para a tecnologia.
Uri Shumlak lidera o Flow Z-Pinch Lab na Universidade de Washington e é co-fundador da Zap Energy. Sua pesquisa demonstrou pela primeira vez fusão nuclear sustentada num Z-pinch estabilizado por fluxo de cisalhamento — um conceito com aplicações diretas como propulsor espacial compacto. Lidera um instituto de $35M financiado pelo Space Force americano para propulsão nuclear.
Bhuvana Srinivasan é especialista em modelagem computacional de plasma com foco em fusão e propulsão espacial. Recebeu o Presidential Early Career Award for Scientists and Engineers (PECASE) em 2025 — o maior reconhecimento de carreira inicial da ciência americana. Foi citada pela CNN sobre o potencial de fusão para reduzir o tempo de viagem a Marte.
Paul Bellan lidera o Bellan Plasma Group no Caltech, onde estuda física de plasma em escalas que vão de experimentos de laboratório a jatos astrofísicos e magnetosferas. Sua pesquisa explora o princípio de escalabilidade do plasma — os mesmos fenômenos ocorrem do laboratório ao cosmos — com aplicações em fusão e propulsão espacial.
Jacopo Buongiorno é um dos pesquisadores mais ativos em comunicação pública de segurança nuclear no MIT. Lidera o MIT Nuclear Reactor Laboratory e pesquisa termohidráulica e transferência de calor em sistemas nucleares. É reconhecido por sua atuação em debates sobre o papel da energia nuclear na descarbonização.
Empresas e Startups
9Desenvolver o primeiro motor de foguete de fusão nuclear do mundo — um propulsor aneutrônico que emitiria partículas a centenas de km/s, tornando viagens interplanetárias uma questão de semanas. Em dezembro de 2025 recebeu apoio europeu para avançar sua tecnologia de propulsão.
Desenvolver o Direct Fusion Drive (DFD) — um motor de fusão para propulsão espacial que poderia reduzir a viagem a Marte de 6-9 meses para 90 dias, e abrir caminho para missões ao sistema solar externo em anos, não décadas.
Construir a primeira usina de fusão comercial da Europa baseada em stellarators otimizados computacionalmente. Em fevereiro de 2026, assinou acordo com a Baviera, a RWE e o IPP Max Planck para construir o Stellaris — a primeira planta comercial de stellarator do mundo.
Desenvolver fusão nuclear compacta usando Z-pinch estabilizado por fluxo de cisalhamento — sem magnetos externos, sem lasers. O design é intrinsecamente mais simples e potencialmente mais barato que tokamaks, com aplicações tanto para energia terrestre quanto para propulsão espacial.
Construir o primeiro reator de fusão comercialmente viável, usando field-reversed configuration (FRC) com combustível deutério-hélio-3. Em fevereiro de 2026, o protótipo Polaris tornou-se a primeira máquina de fusão privada a demonstrar fusão D-T e atingir 150 milhões de graus Celsius.
Construir o SPARC — o primeiro tokamak de fusão comercialmente relevante do mundo — e depois o ARC, uma usina de 400 MW conectada à rede. Em junho de 2026, o SPARC estava 75% completo em Devens, Massachusetts.
Única empresa com SMR aprovado pelo NRC americano. Em setembro de 2025, junto com TVA e ENTRA1, anunciou programa de 6 GW de SMRs — um dos maiores compromissos nucleares da história recente dos EUA. Opera Energy Exploration Centers para treinamento hands-on de estudantes em simuladores de SMR.
Desenvolver o reator Natrium — um reator de sódio de 345 MW com armazenamento de energia em sal fundido integrado — na usina de carvão aposentada de Kemmerer, Wyoming. Em março de 2026, recebeu aprovação de construção da NRC, a primeira para um reator comercial americano desde 2018.
Desenvolver o reator KP-FHR — refrigerado a sal de flúor, com combustível TRISO — como alternativa de baixo risco a reatores de água pressurizada. Em 2025, instalou o vaso de pressão do terceiro reator de teste Hermes em Oak Ridge, e Google assinou parceria para 500 MW de energia.
Instituições e Organizações
16Catalisar a pesquisa e as tecnologias necessárias para que a humanidade alcance outros sistemas estelares neste século. Combina pesquisa técnica com uma Academy educacional que conecta jovens à fronteira da ciência interestelar.
Promover, gerenciar e preservar o conhecimento nuclear na América Latina e Caribe. Facilita o compartilhamento de materiais educacionais, identifica lacunas no ensino nuclear regional e atrai jovens talentos para a área — sob coordenação da IAEA.
Avançar a pesquisa em propulsão interestelar de ruptura — os conceitos físicos que poderiam, em teoria, permitir viagens a outras estrelas dentro de séculos. Fundada por ex-pesquisador da NASA, combina rigor científico com abertura ao público.
Um dos maiores produtores de PhDs em física de plasma do mundo. Pesquisa fundamental em plasma e fusão, do básico ao aplicado. Mantém programa ativo de educação e outreach para estudantes do ensino médio há mais de 20 anos.
Principal instituto de pesquisa nuclear do Brasil, vinculado à CNEN e associado à USP. Pesquisa em reatores, saúde, materiais e aplicações de técnicas nucleares. Lidera o desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), cujas obras iniciaram em fevereiro de 2025.
Autarquia federal responsável por regular, pesquisar e autorizar o uso de tecnologia nuclear no Brasil desde 1956. Coordena o Programa Nacional de Fusão Nuclear (PNFN) com participação da USP, e supervisiona o IPEN, o IEN e outros institutos de pesquisa nuclear.
Empresa estatal subsidiária da Eletrobras, responsável pela operação de Angra 1 e Angra 2 e pela construção de Angra 3 — que, quando concluída em 2031, tornará o Brasil o único país do Hemisfério Sul com três reatores nucleares em operação simultânea.
Laboratório nacional americano de física de plasma e fusão, gerido pela Princeton University para o Departamento de Energia. Combina pesquisa de fronteira com um dos programas de outreach mais ativos do setor, incluindo visitas a escolas K-12 e um curso intensivo online aberto ao público em junho de 2026.
Opera o DIII-D — um dos maiores tokamaks dos EUA e principal fonte de dados experimentais de plasma que alimentam o design do ITER e de máquinas de próxima geração. Contribui para o entendimento de instabilidades de plasma, aquecimento e previsão de disrupções usando inteligência artificial.
Instituto nacional japonês de fusão, opera o Large Helical Device (LHD) — um dos maiores stellarators do mundo e principal fonte de dados experimentais de stellarator. Realiza outreach público anual com open campus e comunicação ativa com estudantes.
Opera o KSTAR — o 'sol artificial coreano' — que detém o recorde mundial de confinamento de plasma a 100 milhões de graus. Meta para 2026: 300 segundos contínuos. Em março de 2026, o KSTAR hospedou o sistema de controle de plasma do ITER para seu primeiro teste operacional em um tokamak real.
Um dos 4 grandes centros de fusão da Europa, opera o tokamak TCV em Lausanne. Sob direção de Prof. Paolo Ricci (desde 2024), desenvolveu um sistema de visualização 3D em tempo real do plasma do TCV — tornando o interior de um reator de fusão visível em gráficos de qualidade de videogame.
Consórcio europeu de fusão com 25 membros, que coordena pesquisa em fusão em toda a Europa incluindo operação do JET (maior tokamak do mundo até 2023) e contribuições ao ITER. Em outubro de 2025, o Plano de Ação em Fusão alemão de €2B — parte do programa de €18B High-Tech Agenda — foi aprovado com meta de usina comercial na Europa até 2040.
O maior experimento científico da história da humanidade. 35 nações construindo um tokamak de 23.000 toneladas em Cadarache, França — destinado a demonstrar que a fusão pode produzir 500 MW de potência de fusão a partir de 50 MW de entrada (Q=10). Operação D-D prevista para 2035.
Associação que reúne todas as principais empresas privadas de fusão do mundo — CFS, Helion, Proxima, Zap Energy, Xcimer, Type One e outras. Publica o relatório anual do setor, advoca por políticas favoráveis à fusão e conecta a comunidade privada de fusão com governos e institutos de pesquisa.
Principal instituição de fusão da China, opera o EAST — Experimental Advanced Superconducting Tokamak, o 'sol artificial chinês'. Lidera o CFETR, projeto de reator de demonstração de fusão da China com meta para os anos 2030. China é hoje o país com maior programa nacional de fusão em termos de investimento.
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