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Sobre o NEXA

Como um artigo científico virou uma plataforma — e por que isso importa.

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A origem

Em 2025, Olívia Omagari estava pesquisando para seu trabalho de iniciação científica no Festival STEAM do Colégio Bandeirantes quando percebeu algo incômodo: energia nuclear — um dos temas mais decisivos para o futuro da humanidade — quase não existia nas aulas. E quando aparecia, vinha carregado de medo e desinformação, como se nuclear fosse sinônimo de destruição, e não de possibilidade.

Mas a física nuclear é exatamente isso: possibilidade. De suprir energia para bilhões de pessoas. De alimentar cidades em Marte. De um dia propulsar naves além do Sistema Solar. O domínio da energia atômica não é só uma resposta à crise climática — é o que separa uma civilização que sobrevive de uma que explora o universo.

O trabalho de STEAM virou apresentação. A apresentação virou modelo físico de Tokamak. E tudo isso virou o NEXA — porque o que ela havia aprendido era bom demais para ficar só no relatório.

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O projeto hoje

O NEXA continua crescendo. Em 2026, Olívia está no 3º ano do Colégio Bandeirantes — e já tem um plano claro: estudar Engenharia Nuclear, aprofundar seus conhecimentos sobre energia atômica e construir uma trajetória como empreendedora e educadora na área. O NEXA é o primeiro passo concreto nessa direção.

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Equipe

Fundadora e Criadora

Olívia Omagari

Curiosa por reatores, design e tudo que junta ciência com narrativa. Acredita que divulgação científica é, antes de tudo, um ato de cuidado.

Olívia tem 16 anos e um padrão que se repete: quando encontra algo que vale a pena, ela não larga. Pratica balé há treze anos com certificações da Royal Academy of Dance. Estuda violão e canto com professores há dez anos. Completou os programas de matemática e inglês do Kumon, do início ao fim, treze anos, múltiplos certificados de Platina. Fala português, inglês e espanhol fluentemente. Em mandarim, tem certificação HSK4, o nível onde a língua começa a funcionar de verdade. Não é acúmulo. É o mesmo traço aplicado a domínios diferentes: a disposição de ficar no processo tempo suficiente para entender o que está embaixo da superfície. É assim que ela lê física. É assim que ela pratica escalas. É assim que o NEXA foi construído, não em sprints, mas em longas sessões de código onde o problema não saía da tela até fazer sentido. Escreve Python há cinco anos, com foco em automações. Em 2025, pesquisava fusão nuclear para um trabalho de iniciação científica no Festival STEAM do Colégio Bandeirantes quando percebeu que não conseguia parar. Saiu com uma apresentação, um modelo físico de Tokamak, e uma pergunta que ficou sem resposta boa: por que esse conhecimento era tão inacessível? O NEXA foi o que ela construiu para responder. Está no 3º ano. Planeja estudar Engenharia Nuclear e levar o NEXA com ela, não como projeto de escola encerrado com o diploma, mas como plataforma que cresce à medida que ela cresce.

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Pesquisadora

Vitória de Oliveira

Apaixonada por debates sobre clima, gestão pública e o papel do Brasil na corrida energética global.

Coautora do trabalho de iniciação científica sobre fusão nuclear apresentado no Festival STEAM 2025. Mergulhou na pesquisa com dedicação e foi peça fundamental na apresentação do projeto dentro do Colégio Bandeirantes. Além da ciência, Vitória traz ao NEXA uma perspectiva que faz toda a diferença: a fusão nuclear não é só um problema de física — é um problema de política pública. Quem decide onde investir? Como tornar essa tecnologia acessível? Como governos podem acelerar — ou travar — a transição energética? Essas são as perguntas que a movem. Com planos de estudar Economia com foco em gestão pública, Vitória quer construir a ponte entre a ciência que o NEXA ensina e as decisões que vão determinar se ela chega à sociedade.

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04 · Por que importa
Sua geração vai votar em políticas energéticas, financiar pesquisas e escolher carreiras — tudo isso antes de ter uma ideia clara do que acontece dentro de um reator nuclear. O NEXA existe para fechar essa lacuna.

Projeto desenvolvido no âmbito do Festival STEAM 2025 do Colégio Bandeirantes, com orientação de Lílian Siqueira, Alberto Komoguchi e Carlos Mariz. Apresentado a engenheiros e pesquisadores do Insper em 2025.