Nuclear no Brasil

Política nuclear brasileira

O que existe, o que falta — e o paradoxo do maior país do Hemisfério Sul com Tokamaks ativos.

INFRAESTRUTURA NUCLEAR • BRASIL
Usinas em operação/obra
Ciclo do combustível
Pesquisa & universidades
  • Angra I/II/III — Angra dos Reis (RJ) • Eletronuclear
  • IEN — Rio de Janeiro • CNEN
  • CDTN — Belo Horizonte • UFMG/CNEN
  • IPEN — São Paulo • USP/CNEN
  • INB Caetité — Bahia • mineração de urânio
  • INB Resende — RJ • conversão e combustível
  • CTMSP — Iperó (SP) • Marinha do Brasil
Coordenadas aproximadas. Fontes: CNEN, Eletronuclear, INB.

O Brasil tem uma das políticas nucleares mais completas da América Latina — mas enfrenta desafios sérios de financiamento e continuidade.

O que existe

  • CNEN — Comissão Nacional de Energia Nuclear, criada em 1956. Regula, pesquisa e autoriza o uso da tecnologia nuclear no país.
  • INB — Indústrias Nucleares do Brasil. Responsável pelo ciclo do combustível nuclear.
  • Eletronuclear — Empresa estatal que opera Angra 1 e 2 e constrói Angra 3.
  • Programa Nuclear da Marinha (CTMSP) — desenvolve propulsão nuclear para submarinos.
  • PNFN — Programa Nacional de Fusão Nuclear, coordenado pela CNEN com participação da USP. Prevê o Laboratório Nacional de Fusão em Iperó (SP).

Fonte: SBPC; BIFUSP/USP, 2023.

O que falta

O Brasil não tem política pública estável para fusão nuclear. A pesquisa depende quase inteiramente de CNPq, FAPESP e CAPES — sujeitos a cortes. Sequer existem dados consolidados sobre o total investido em fusão no país.

Fonte: BARROS, M. defesaemfoco.com.br, 2021.

Paradoxo: o Brasil tem bases científicas, reservas de urânio (6ª maior do mundo) e pesquisadores qualificados. O que falta é decisão política de longo prazo.